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  • Redação

José Ribeiro é recandidato à Assembleia Municipal como independente.

José Ribeiro anunciou esta quarta-feira que se vai recandidatar à presidência da Assembleia Municipal como candidato em lista independente. Numa declaração política enviada aos órgãos de comunicação social, o atual presidente deste órgão, assume uma candidatura numa lista independente, concorrendo contra o atual presidente do Município, Raul Cunha, que já foi anunciado como candidato do PS também à Assembleia Municipal. Eis o teor da declaração: "SEREI RECANDIDATO INDEPENDENTE!

1. A nossa Câmara está desorganizada, ingovernável, sem rei nem rumo, no dizer e sentir da larga maioria dos que, frequentemente, têm necessidade de se dirigir aos seus diferentes serviços. A precisar, por isso, de novos protagonistas, de mudança, de políticos mais atentos e mais próximos da realidade e dos fafenses. E a culpa não é dos funcionários, nem dos dirigentes dos serviços, é dos políticos e da sua falta de liderança, orientação e conhecimento da realidade. Acresce que, financeiramente, como recentemente veio a público nos jornais, perdeu eficiência e caiu drasticamente nos rankings de avaliação, dado o aumento da despesa corrente a um ritmo superior a um milhão de euros/ano, nos últimos sete anos, e com a capacidade de endividamento a esgotar-se. Arrisco-me a dizer que há mais de vinte e cinco anos a situação financeira do nosso município não é tão preocupante. Por estas razões e pela iminência de uma derrota é que o presidente da Câmara quer fugir, abandonar o posto e o PS se agarrou à única tábua de salvação que tinha para não perder as eleições do próximo outubro, convidando para candidato um ex-militante expulso, adversário feroz de há quatro anos! Tal e qual como já o tinha feito com o seu adversário de há oito anos, que então apelidou de fraude eleitoral a vitória de PS!

2. Porque não pode valer tudo na política, porque a política sem ética é uma vergonha, mete nojo, centenas ou milhares de fafenses, militantes e simpatizantes do PS, de outros partidos e cidadãos apenas interessados na vida política, publicamente, nas redes sociais e nas conversas de amigos têm-se manifestado contra o (negócio) de poder que representa o acordo feito pelo PS, verbalizando mesmo, em surdina, um voto de protesto, de abstenção ou em branco em Outubro. É neste contexto que recebi e continuo a receber, diariamente, apelos insistentes para que me candidate novamente a presidente da Câmara. Apelos como nunca antes tive, vindos de todos os quadrantes partidários e, sobretudo, de centenas de cidadãos, de fafenses, identificados comigo. Percebo muito bem as razões de todos! Compreendo bem que a marca da minha gestão seja lembrada e desejada de volta, neste contexto tão pantanoso. Porém, uns e outros, todos hão de compreender que não possa ser candidato a presidente da Câmara, exatamente pelas razões inversas daquelas que sempre determinaram as minhas candidaturas anteriores: - Não tenho vontade de ser candidato a presidente da Câmara; - Não tenho condições pessoais para sê-lo, por razões da minha saúde pessoal e de carater familiar. Como se sabe, sempre estive em exclusividade absoluta e total disponibilidade e dedicação nas funções de vereador e depois de Presidente, como entendo que deve e precisa de ser, o que eu agora não posso assegurar. Disso desde já apresento as minhas desculpas aos que tanto mo solicitaram.

3. Sou, atualmente e até outubro próximo, o presidente da Assembleia Municipal, por obra, vontade e voto dos fafenses que me elegeram e me deram a vitória na eleição de há quatro anos. Modestamente, sinto-me um de poucos fafenses melhor preparados, mais disponíveis e com maior experiência autárquica, com plena capacidade e conhecimentos para desempenhar tão importante cargo. Sinto-me, por isso, apto para continuar a representar todos os fafenses, sem distinção, para cumprir e fazer cumprir a lei. O PS de Fafe desta vez, tal e qual como o fez há quatro anos o PS de Lisboa, não me quer, afastou-me e saneou-me, não me demitindo apenas por não ter esse poder… No entanto, em democracia, quem manda é o povo, são os eleitores e, neste caso, todos os fafenses. É à vontade e ao juízo final destes que me apresentarei como candidato a presidente da Assembleia Municipal em outubro próximo, muito convicto de que os fafenses me querem ouvir e ver nesta campanha, me querem renovar o mandato e em mim, mais uma vez, depositar a sua confiança. Serei candidato apenas à Assembleia Municipal, numa lista independente, aberta a todos os quadrantes partidários e a todos os cidadãos interessados na vida pública, sem qualquer condicionalismo. Serei, de certeza, o único candidato que já não precisa de inscrever no seu currículo o cargo a que se candidata, contrariamente ao Presidente da Câmara que, para além da vingança que quer exercer sobre mim ao tentar saltar de cadeira, verdadeiramente, o que quer é acrescentar no seu currículo o cargo de presidente da Assembleia! OS FAFENSES ME ELEGERAM, SÓ OS FAFENSES ME PODERÃO AFASTAR COM O SEU VOTO! É POR ELES E PARA ELES QUE ME CANDIDATAREI,POR SEU RESPEITO E RESPEITANDO SEMPRE A SUA SUPREMA DECISÃO E VONTADE!

FAFE SEMPRE! José Ribeiro"