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  • Armando César

Município de Fafe inaugura “Terceiro Tempo” no âmbito do projeto Amar o Minho

O Município de Fafe inaugura na próxima segunda-feira, dia 26, às 11 horas, a instalação artística “TERCEIRO TEMPO”, uma obra assinada por Luís Canário Rocha, no âmbito da residência artística do AMAR O MINHO, projeto coordenado pela zet gallery, projeto das artes visuais do dstgroup.

A obra de arte, que evoca a relação secular entre Fafe e o Brasil, será inaugurada no dia em que o município celebra a chegada de Pedro Álvares Cabral ao Brasil, em 26 de abril de 1500. A apresentação terá transmissão em direto na Página de Facebook da zet gallery.

“TERCEIRO TEMPO” é um conjunto escultórico constituído por dois elementos feitos com pedaços de madeiras antigas, reutilizadas, assentes em bases de cimento e banhadas com resina epoxi. A estrutura que as une é de ferro fundido e a sua base apresenta uma composição com ferros provenientes de varandas ou gradeamentos de edificados locais. Os dois elementos piramidais são colocados com os vértices virados um para o outro, criando assim uma semelhança estética com uma ampulheta ou até mesmo com as estalactites/estalagmites.

Helena Mendes Pereira, diretora da zet gallery e responsável pela coordenação artística do projeto AMAR O MINHO, revela que “ambas as visões remetem para a ideia de tempo, quer de forma mais direta, ou seja, a passagem de tempo, quer num conceito mais amplo, remetendo para uma construção íntima que faz as duas partes crescer, fortalecendo os elos de união perpétuos”. O topo da obra de arte simboliza, ainda, o passado, e a base, o futuro. O terceiro tempo, o presente, “é representado pela gota que escorre da estalactite sobre a estalagmite, pelo grão de areia que se solta da parte de cima da ampulheta. Este é o tempo que não existe, uma utopia que experienciamos ininterruptamente”, destaca a curadora.

Esta é a segunda intervenção artística que o vimaranense Luís Canário Rocha criou para o projeto AMAR O MINHO, após ter criado em Esposende o mural “(A)braços com o Mar”, em homenagem ao mar e às suas gentes .

O Programa de Residências Artísticas do AMAR O MINHO é promovido pelo consórcio MINHO INOVAÇÃO, constituído pelas Comunidades Intermunicipais do Alto Minho, do Cávado e do Ave, e tem coordenação artística e de comunicação da zet gallery.

As residências artísticas que, desde junho de 2020, estão a percorrer os municípios do Minho abrangem diversas áreas disciplinares, desde a Dança à Música, passando pela Fotografia, Arte Pública, Artesanato e Literatura, numa perspetiva de homenagem artística aos elementos identitários de cada concelho e do Minho, em geral. Helena Mendes Pereira é a curadora responsável pelas áreas da arte em espaço público, artesanato e fotografia, cabendo a António Rafael, membro da banda Mão Morta, a curadoria dos projetos na área da música, dança e literatura.

Recorde-se que o projeto de residência artísticas é uma iniciativa de promoção da cultura, dos artistas e do turismo sob a marca “AMAR O MINHO , com o apoio do Norte 2020 e dos FEEI, que cria a maior rede de residências artísticas nos 24 municípios representados pelas três CIM da região (Consórcio MINHO IN), numa estratégia concertada que se destina a reforçar a identidade cultural do Minho e, desta forma a dinamizar o território do ponto de vista artístico e turístico.