Novo livro de Artur Coimbra apresentado esta sexta-feira na Sala Manoel Oliveira
- 29 de mai.
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O escritor Artur Ferreira Coimbra tem uma nova obra literária, intitulada “Memórias de Mim”, na área do conto, a qual vai ser apresentada publicamente esta sexta-feira, 29 de Maio, pelas 21h30, na Sala Manoel de Oliveira, em Fafe, por César Freitas, diretor da Escola Superior de Educação do Instituto Europeu de Estudos Superiores.
A entrada é livre.
A anteceder há um momento musical por Inês Fernandes, da associação Fanfart.
A obra colige oito contos dispersos em coletâneas diversas nas duas últimas décadas e integra ainda três textos inéditos.
A maioria dos contos, embora justamente ficcionais, transfiguram vivências, pessoas, espaços, lugares, tradições da vida do autor, cruzando assim literatura e vida.
Neles se abordam temas como a emigração, as memórias da terra, as tradições (Natal, Páscoa, matança do porco) e outros temas, centrados em terras fafenses (sobretudo em Serafão) mas também na Borralha, terra natal do autor.
A capa é do arquitecto Gil Soares e o prefácio do escritor Augusto Lemos.
A edição é da Labirinto e tem o apoio dos municípios de Fafe e de Montalegre e da União de Freguesias de Agrela e Serafão.
Artur Coimbra apresenta-se, assim, num registo completamente diferente do que tem sido o seu percurso literário de quase meio século, assente na poesia, área onde publicou uma dezena de obras e na historiografia, sobretudo de âmbito local, tendo já editado mais de duas dezenas e meia de obras.
O conto é uma área praticamente desconhecida da sua produção literária, a qual tem exercitado esporadicamente, correspondendo a desafios que lhe têm sido lançados.
O prefaciador Augusto Lemos, remata o seu texto prefacial, com as seguintes considerações:
“Artur Coimbra é um historiador aplicado, pesquisador, probo e popular. Na lírica, cria um autêntico fio de prumo entre a racionalidade, a lucidez e a sentimentalidade.
De grande sensibilidade social, ética e humana poderá colocar esta modalidade narrativa num elevadíssimo vértice da pirâmide das realizações culturais.
As memórias e as vivências poderão continuar a ser o hegemónico denominador comum e a matéria-prima que deverá ser burilada e artisticamente optimizada e também elevada a um expoente universal.
Com tal fulgor, as nossas tradições minhotas terão segura garantia de serem perenemente recordadas.
Com este livro de contos, o património literário e cultural da nossa querida região ficará, sem dúvida, mais rico e diversificado”.






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